Como nasceu o "Ciência a bordo"

Nos tornamos biólogos pela curiosidade e pelo fascínio sobre os fenômenos naturais. Estudamos e ensinamos conteúdos que muitas pessoas, inclusive nós, nunca tiveram ou teriam a oportunidade de testemunhar. E, assim como alguém com espírito aventureiro não fica satisfeito de apenas conhecer e contar a vida de um grande explorador, nós também não nos satisfizemos em apenas repetir o que está nos livros. Em uma tentativa de complementar aquilo que ensinamos e aprendemos nasceu o projeto "Ciência a bordo", fruto de duas paixões: a ciência e a vela.

We have become biologists by curiosity and fascination about natural phenomena. We study and teach content that many people, including us, have never had or would have the opportunity to testify. And the same way someone with an adventurous spirit would not be satisfied only knowing and telling the life of a great explorer, we do not have satisfied ouselves in just repeat what is in books. In an attempt to complement what we teach and learn in our scientific life the project "Ciência a bordo" (Science on board) was born, as a result of two passions: science and sailing.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Espécie da semana

       
          Nesta semana resolvemos homenagear nada mais nada menos que ele: nosso amigo Biguá. Por onde você andar, seja nas margens de um rio ou lagoa, sempre acabará encontrando um deles, ou algumas vezes, até centenas deles. São companheiros de velejadores, pescadores ou qualquer um que permaneça nas redondezas de um ambiente aquático por mais de dois minutos. São aves marinhas ou de águas internas e possuem uma única espécie no Brasil Phalacrocorax brasilianus, cujo nome popular vem do idioma indígena tupi, originalmente Mbiguá.


        Os Biguás são excelentes caçadores e por não possuírem glândula uropigial, presentes nas aves como secretoras de um óleo impermeabilizante para as penas, em contato com a água, as penas dos biguás se encharcam com facilidade, permitindo uma imersão completa e muito ágil. Desta maneira, os biguás são conhecidos por serem mergulhadores excepcionais. E, ao contrário das espécies da família dos patos e marrecos (Anatidae), que quando estão boiando na água é possível visualizar quase o corpo inteiro do indivíduo, os biguas ficam quase completamente submersos, deixando apenas a cabeça e o pescoço para fora. Por seus pescoços longos e bicos finos, muitas vezes são confundidos com cobras quando vistos de longe. Como podemos ver no vídeo, eles são muito eficientes na caça submersa!

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