Como nasceu o "Ciência a bordo"

Nos tornamos biólogos pela curiosidade e pelo fascínio sobre os fenômenos naturais. Estudamos e ensinamos conteúdos que muitas pessoas, inclusive nós, nunca tiveram ou teriam a oportunidade de testemunhar. E, assim como alguém com espírito aventureiro não fica satisfeito de apenas conhecer e contar a vida de um grande explorador, nós também não nos satisfizemos em apenas repetir o que está nos livros. Em uma tentativa de complementar aquilo que ensinamos e aprendemos nasceu o projeto "Ciência a bordo", fruto de duas paixões: a ciência e a vela.

We have become biologists by curiosity and fascination about natural phenomena. We study and teach content that many people, including us, have never had or would have the opportunity to testify. And the same way someone with an adventurous spirit would not be satisfied only knowing and telling the life of a great explorer, we do not have satisfied ouselves in just repeat what is in books. In an attempt to complement what we teach and learn in our scientific life the project "Ciência a bordo" (Science on board) was born, as a result of two passions: science and sailing.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Carta aos professores

           Caro professor, um dos objetivos do “Ciência a bordo” é produzir material de apoio aos professores e alunos, essa é nossa proposta. Porém ainda estamos no começo do projeto e buscando recursos e apoio para a realização desse pequeno e singelo sonho.
            Contudo, pensamos que mais importante do que o material didático ou novas propostas pedagógicas está o PROFESSOR. Por que é diante do professor que se encontra uma geração totalmente nova, imprevisível, com uma visão de mundo totalmente diferente da do docente. É quase o encontro entre passado e futuro, pois os alunos continuarão depois de nós. Entretanto, não sabemos para onde eles vão e, assim como a evolução biológica não tem uma direção pré-determinada se existe um plano do destino, ele é hermético para nós.
           O grande desafio de um professor não é somente passar o conteúdo aos alunos, mas principalmente viabilizar o desenvolvimento de todas as potencialidades que estão fervilhando em suas mentes. Lembro de um aluno de uma escola de periferia que segundo a diretora da escola, era um “caso perdido”, na verdade, segundo ela, não somente ele, mas a turma toda era desinteressada. Ouvi os relatos e encarei o desafio. E, diferente do que a diretora tinha dito, a turma se mostrou interessada e participativa, a cada encontro a conversa em sala de aula era animadora. Percebi que os alunos tinham sérios problemas familiares e que o que eu precisava era ministrar aulas estimulantes de maneira que eles vivenciassem outra realidade, meu desafio era mostrar um mundo diferente para eles. E foi justamente do aluno “caso perdido” que tenho uma das melhores perguntas que escutei em sala de aula até hoje: “Professor, o sol tem movimento de rotação?” Fiquei pasmo e muito assombrado, pois além de participar da aula ele fez uma relação própria com a matéria. Costuma-se falar do sol como o astro principal do nosso sistema solar e os planetas descrevendo suas órbitas ao seu redor, pelo menos, na maior parte dos livros didáticos da época era isso que constava e nada mais. Mesmo assim, ele foi além, refletiu e questionou. Não tenho idéia como ele está hoje, mas fiz o possível para valorizar sua pergunta na época e deixá-lo ciente de que ele estava no caminho certo, refletir e questionar... E se eu tivesse escutado os conselhos da diretora?
         Não temos dúvidas que a influência de um professor pode ser determinante na vida de um indivíduo. Já pensou que alguns deles ficam mais tempo com o professor do que com os próprios pais? Já pensou que talvez o professor tenha mais diálogo com o aluno do que este com os pais? Que o professor possa ser o único adulto que dê alguma atenção a ele?
         Que tarefa difícil e desafiadora esta diante de cada professor todos os dias durante todo ano letivo. Somos professore por profissão e, principalmente, por escolha sabemos das dificuldades que essa missão nos impõe a cada dia, na verdade, é mais do que uma profissão, é uma vocação. Qual o maior patrimônio de nossa história que não está nas gerações depois da nossa?
        Terminamos essa postagem com um vídeo recordando um episódio vivido na ECO 92, no Rio de Janeiro, quando uma menina de 15 anos falou ao mundo. Que seja motivo de reflexão e questionamento para nós “adultos”.

Sempre Alerta e Bons ventos!
 

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