Como nasceu o "Ciência a bordo"

Nos tornamos biólogos pela curiosidade e pelo fascínio sobre os fenômenos naturais. Estudamos e ensinamos conteúdos que muitas pessoas, inclusive nós, nunca tiveram ou teriam a oportunidade de testemunhar. E, assim como alguém com espírito aventureiro não fica satisfeito de apenas conhecer e contar a vida de um grande explorador, nós também não nos satisfizemos em apenas repetir o que está nos livros. Em uma tentativa de complementar aquilo que ensinamos e aprendemos nasceu o projeto "Ciência a bordo", fruto de duas paixões: a ciência e a vela.

We have become biologists by curiosity and fascination about natural phenomena. We study and teach content that many people, including us, have never had or would have the opportunity to testify. And the same way someone with an adventurous spirit would not be satisfied only knowing and telling the life of a great explorer, we do not have satisfied ouselves in just repeat what is in books. In an attempt to complement what we teach and learn in our scientific life the project "Ciência a bordo" (Science on board) was born, as a result of two passions: science and sailing.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Hoje encontramos uma mensagem numa garrafa!

As margens do Guaíba...

     

            Vários são os relatos de mensagens lançadas ao mar dentro de garrafas, eles podem ser verdadeiros ou ficção, tanto faz, mas o fato é que eles existem. O nosso é real e assustador. Não se trata da mensagem de um náufrago, sozinho em uma ilha distante cercado por água, mas de um bairro, uma cidade, um país que utiliza todo seu recurso hídrico de maneira imprudente e criminosa, e por isso não se trata de uma garrafa, mas de milhares delas somadas a todo esgoto e todo tipo de dejeto que possamos imaginar. O problema é que essas “mensagens” nas garrafas lançadas ao mar não tem data para serem encontrada e, mesmo se forem, elas serão encontradas por pessoas que não sabem ou não querem ler a mensagem, ou porque não foram alfabetizadas ou por vergonha de não saberem o que fazer com ela, assim elas escondem ou fingem que não as vêem. Assim, continuaremos de costas para o rio, lago, lagoa, mar e toda forma de vida que existe lá. E, de quebra, permitimos o uso e a construção de edificações destinadas à atividade residencial e comercial em todas as orlas e aproveitamos para esconder todo nosso lixo e ainda chamamos isso de “progresso”. Até quando continuaremos náufragos distantes dos verdadeiros acontecimentos do mundo? Quando vamos ler a mensagem da garrafa?



“No final, conservamos apenas o que amamos, amaremos apenas o que compreendemos, compreenderemos apenas o que nos houver sido ensinado”




...mas ainda tem vida no Guaíba!

Nada de prédios...



Que fique assim...


Um comentário:

  1. Saudades!

    Como andam? Achamos a Kaa meio "fofinha"...hehe.
    Tem vinho na geladeira...Quando vem?
    De resto...estamos com ciúmes (da melhor qualidade) da boa vida de vocês!:D

    Beijos e abraços,
    Roberto e Mika

    PS. Precisamos conseguir umas fotos de Tambaqui e Pirarucú...(com acento)!

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