Como nasceu o "Ciência a bordo"

Nos tornamos biólogos pela curiosidade e pelo fascínio sobre os fenômenos naturais. Estudamos e ensinamos conteúdos que muitas pessoas, inclusive nós, nunca tiveram ou teriam a oportunidade de testemunhar. E, assim como alguém com espírito aventureiro não fica satisfeito de apenas conhecer e contar a vida de um grande explorador, nós também não nos satisfizemos em apenas repetir o que está nos livros. Em uma tentativa de complementar aquilo que ensinamos e aprendemos nasceu o projeto "Ciência a bordo", fruto de duas paixões: a ciência e a vela.

We have become biologists by curiosity and fascination about natural phenomena. We study and teach content that many people, including us, have never had or would have the opportunity to testify. And the same way someone with an adventurous spirit would not be satisfied only knowing and telling the life of a great explorer, we do not have satisfied ouselves in just repeat what is in books. In an attempt to complement what we teach and learn in our scientific life the project "Ciência a bordo" (Science on board) was born, as a result of two passions: science and sailing.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

I Feira Ambiental do Parque Estadual Itapuã, RS



A Feira aconteceu durante todo o dia 5 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente - no Centro de Visitantes do Parque Estadual Itapuã em Itapuã/Viamão, RS. O principal objetivo do evento foi, além de comemorar o dia Mundial do Meio Ambiente, integrar as escolas do entorno da Unidade de Conservação, bem como a comunidade e as instituições vizinhas para uma grande mostra de atividades envolvendo educação ambiental. 
   
Estávamos lá!
Estavam na feira: o Secretário do Meio Ambiente do Estado, o Secretário Municipal de Educação, representantes da CORSAN, da EMATER, do Hospital Colônia de Itapuã – HCI, e, diversos convidados participantes. Para nossa felicidade, éramos um deles - O “Ciência a Bordo” estava lá com um estande (!). Fomos convidados diretamente pela Dayse Aparecida dos Santos Rocha - técnica ambiental da secretaria do meio ambiente e idealizadora da feira – que acreditou no Ciência a Bordo e que tem se tornado uma verdadeira parceira nessa nossa navegada.
 
   Conseguimos, durante o dia todo, realizar o que mais gostamos de fazer – propiciar o fator UAU... Ou seja, aquela expressão e o olhar de surpresa e fascínio pela descoberta. Alunos de diversas escolas passaram pelo nosso estande. Trocamos idéais com diversos professores. Entre eles conhecemos o diretor da escola Felisberto da Costa Nunes, Prof. Mauro Rogério Sanhudo de Abreu. O Mauro é idealizador e coordenador de um projeto que visa à união das feiras de ciências entre as escolas da região, e já está na sua 11° edição. Foi a primeira vez que tomamos conhecimento de um projeto como esse e não é necessário dizer como isso nos alegrou... Afinal, um dos nossos objetivos é justamente o regate dos “Clubes de Ciências” nas escolas, mas de forma que esses clubes não fiquem isolados. Quando começamos a conversar com o Prof. Mauro, percebemos que é possível realizarmos esse “sonho”. 
 
Além disso, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do Projeto Macacos Urbanos - trabalho realizado pela UFGRS - e ver a exposição dos melhores trabalhos das feiras de Ciências de algumas escolas públicas de Itapuã, além de termos prestigiado uma peça teatral do grupo Trilho. Muito bom! Voltamos satisfeitos com o resultado. 

      Entretanto, em algumas conversas com colegas professores veio à tona a situação atual do ensino e, principalmente, a desvalorização do educador. Óbvio que isso reflete na sala de aula e é natural o professor ficar desestimulado. Assim, durante nossa participação na feira escutamos de alguns professores, que, apesar de achar nossa proposta interessante não conseguiam ver como atuar em escolas públicas com recursos escassos. Não tiramos a razão desses colegas e suas reivindicações e opiniões são legítimas. No entanto, nossa proposta visa a realização de pequenos projetos com o mínimo de recursos, uma vez que estamos propondo tanto para professores quanto para alunos, da forma mais simples e acessível possível. Neste contexto, vamos relatar aqui uma pequena história de uma noite passada no Parque Estadual de Itapuã.  
 Chegamos no Parque de Itapuã, um dia antes da Feira, na verdade no final da tarde do dia 4. No início da noite fomos informados que poderíamos dispor do auditório para uma pequena apresentação no dia do evento, bastava apenas colocar os nomes e o assunto a ser abordado. Perfeito! Teríamos um monte de professores e alunos como platéia e a possibilidade de expor nossa proposta. Ficamos até tarde da noite preparando fotos, relatos para nossa pequena palestra etc. Queríamos nos apresentar como parceiros... Infelizmente, a palestra não aconteceu. Digo infelizmente não por não termos apresentado nosso projeto, mas sim, porque durante a noite fazendo a apresentação, preparamos um pequeno vídeo, como exemplo do que poderia ser tema de uma aula de ciências ou projeto de feira ciências, utilizando coisas simples.  


Luz, câmera, ação!




Nosso vídeo é um pequeno registro do que encontramos de vida em um pedaço de tronco encontrado no chão dos arredores do alojamento do Parque Estadual de Itapuã. Ele não nasceu com a pretensão de ser um vídeo estilo BBC ou recordista de acessos no YOU TUBE, muito pelo contrário, esse vídeo foi produzido um dia (madrugada!) antes de uma palestra, com um pequeno tronco e uma filmadora minúscula de 2 megapixels - tem celulares com muito mais recursos do que nosso pequeno olho mágico digital. 
Edição com lareira e chimarrão
Mas tem algo que transpassa o vídeo; a idéia de que esse tipo de atividade possa ser produzida em qualquer sala de aula e em qualquer escola. O que é preciso acima de tudo é apenas um olhar atento ao pátio da escola ou qualquer logradouro nas redondezas da escola. Celulares, máquinas fotográficas, computadores sem muito recursos são suficientes para contar uma história exploratória com qualquer tema de sala de aula. A diferença está em querer fazer! 
 
Deixamos aqui então, uma pequena amostra do que vimos por lá!